Cursos/Aulas Alimentação Anti-Cancro

Alimentação Anti-CancroAlimentação Anti-Cancro - Fazer da Cozinha uma Farmácia

“Conhece o teu inimigo e conhece-te a ti próprio e assim poderás combater 100 batalhas sem desastre.” Sun Tzu, A Arte da Guerra

Os números oficiais falam-nos de 1/3 dos cancros serem causados por questões relacionadas com a alimentação. Alimentarmos o nosso corpo representa uma actividade da qual uma boa qualidade de vida depende. Todos os dias ingerimos alimentos que garantem um bom funcionamento das principais funções do organismo. De facto, cada alimento representa um composto de substâncias químicas que interferem com o nosso metabolismo tendo uma função central na promoção ou prevenção das doenças. Longe de representar apenas um aporte calórico destinado a dar energia e tirar a fome, os alimentos são e devem ser entendidos como medicamentos com propriedades muito específicas, desenvolvidas ao longo de milhares de anos pelos processos naturais da evolução biológica. Esta mudança de paradigma urge numa sociedade onde a alimentação deixou de ser vista como um instrumento terapêutico central da nossa relação com a doença, e onde se verificam números alarmantes na incidência de cancros e doenças degenerativas. Neste momento esta doença concorre aceleradamente para aquilo que poderia ser descrito como uma epidemia. Os números dizem-nos que 1 em cada 3 mulheres e 1 em cada 2 homens terá cancro até ao final da sua vida. Recentes estudos epidemiológicos mostram claramente a relação que existe entre a incidência de certos tipos de cancro e os hábitos de alimentação característicos de cada cultura. A dieta ocidental pode mesmo ser hoje considerada a dieta que reúne os maiores factores de risco que são possíveis de combinar numa só refeição.

"Depois de tudo o que aprendi ao longo destes anos de investigação, se me pedissem hoje para elaborar uma dieta que promovesse ao máximo o desenvolvimento do cancro, eu não teria nada a acrescentar à nossa alimentação actual!"
Dr. Richard Beliveau

Para este desvio de um padrão de qualidade alimentar contribuíram as alterações que forma introduzidas com a industrialização dos alimentos nos anos 50 assim como a introdução em massa de produtos agro-tóxicos presentes na produção de vegetais. Assistimos assim a uma combinação explosiva de factores ambientais e alimentares que não assistem o ser humano na sua procura de melhor qualidade de vida e inteligência. Na realidade assistimos nestes últimos 60 anos a uma experiência global cuja extensão dos danos nas nossas saúdes só agora poderemos realmente compreender. Trata-se pois de uma questão de responsabilidade não só individual mas também social e global reeducarmo-nos no sentido de uma alimentação mais consciente, respeitando uma das premissas basilares do pai da Medicina Ocidental, Hipócrates: “Que o teu Alimento seja o teu Medicamento”.

Os últimos 20 anos têm assistido a um crescente interesse por parte das pesquisas sobre o cancro em entender o real contributo que a alimentação tem na prevenção e tratamento da doença. Esta ligação está cada vez mais estabelecida sendo que quase todas as organizações relacionadas com o cancro já adoptaram nas novas recomendações estes dados. De facto das suas recomendações faz parte uma dieta tendencialmente baseada em vegetais por serem estes os que contêm em grande número as substâncias conhecidas com propriedades anticancerígenas. Poderíamos dizer que nos alimentos de origem vegetal encontramos uma autêntica farmácia de moléculas e princípios activos cuja força mora na capacidade que temos em conhecê-las e combiná-las orientando a nossa alimentação no sentido da saúde. Existe hoje um enorme corpo científico de evidências do papel destes alimentos na prevenção ou promoção do cancro onde especialistas de todo o mundo se reúnem para com base nelas elaborarem um plano de intervenção a nível de políticas de saúde pública. Desse esforço conjunto, foram resumidas algumas medidas preventivas que se fossem seguidas só por si evitariam pelo menos 35% de incidência de vários cancros:

  • Seja o mais magro possível dentro dos níveis normais de peso.
  • Seja fisicamente activo numa base diária.
  • Limite o consumo de alimentos muito calóricos e evite bebidas açucaradas.
  • Alimente-se maioritariamente de alimentos de origem vegetal.
  • Limita o consumo de carnes vermelhas e evite carnes processadas.
  • Limita o consumo de bebidas alcoólicas.
  • Limita o consumo de sal e de cereais e leguminosas com sinais de bolor.
  • Busque obter as suas necessidades nutricionais através dos alimentos.
  • Amamente os seus filhos.

Fonte: www.dietandcancerreport.org

Estas recomendações são hoje partilhadas pelos principais Institutos oficiais orientados para a pesquisa e divulgação do cancro. Assumindo que os alimentos de origem vegetal representam a melhor fonte de substâncias com reconhecidas propriedades anticancerígenas, propomos-nos neste workshop conhecê-los melhor, o modo como actuam e interferem nos mecanismos biológicos do cancro e sugestões saborosas de os preparar numa autêntica refeição anti-cancro. Façamos então da nossa cozinha uma verdadeira farmácia, aliando estes poderosos alicamentos a uma experiência de texturas e sabores igualmente prazerosa.

"Precisamos de começar a perguntar-nos o que podemos fazer por nós. Nós podemos "empoderar-nos" (empower ourselves) e fazer as coisas que os médicos não podem fazer por nós, o que significa usar o conhecimento para tomar medidas. O que nós comemos é na realidade a nossa quimioterapia 3 vezes por dia."
Dr. William Li, TED.

Tópicos a serem desenvolvidos:

  • Factos e Números sobre o Cancro.
  • Recomendações oficiais sobre Cancro e Alimentação.
  • Carcinogénese – mecanismos biológicos do cancro.
  • Alicamentos - principais Alimentos Anti-Cancro.