A história da Joaninha e da sua amiga Mindfulness

Olá a todos,

O meu nome é Joaninha, e vou contar a história em como cheguei à liberdade após uma vida aprisionada.

Antes de inícar a história propriamente dita, e para que conheçam melhor como sou e como vivo, vou utilizar um rio como analogia. 

Ora bem, imaginem um rio muito calmo a fluir no seu curso com naturalidade e serenidade, e subitamente a velocidade aumenta de tal forma que nem consigo ver para onde vou, nem sentir a vida que tenho dentro de mim, até que começo a abrandar, abrandar, ficando parado, inerte, turvo sem que seja possivel ver com clareza ou discernimento, e deste estado de inércia, passo para uma turbulência incrivel, uma fervura que me volta a tirar a clareza e o discernimento.

Cansa….

Bem, agora que já me entendem um pouco, peço que não me julguem pela volatilidade com que mudo de estado, pois a forma que eu encontrei para sair deste estado instável que me aprisionava todos os dias, foi olhando para mim com muita compaixão e amor, pois eu mereço. 

A prisão era o controle em que eu me colocava, sempre a resistir ao fluir, ora não me podia zangar, ora não podia estar triste, e quanto mais eu bloqueava, mais força o bloqueio ou a insatisfação ganhava força. À cerca de três anos atrás conheci a minha amiga  Mindfulness, e a minha vida começou a mudar devagarinho, quando dava por mim, naqueles eventos em que estava a uma velocidade incrivel, sentia o meu corpo a olhar para mim com amor, com respeito, com compaixão, a notar que eu existia, a aceitar-me, e eu abrandava, nem que fosse por um segundo, pois era suficiente para ver melhor.

Hoje, sinto-me feliz, pois estou livre, continuo a ficar em vários estados, mas consigo sempre voltar ao rio calmo, pois percebi que não posso resistir aos diversos estados, pois são normais, e aceitei-os :) 

Estou grata à minha grande amiga Mindfulness por ter aparecido na minha vida e me ter mostrado que podemos viver melhor com todos estes estados.

Assinado: Joaninha a emoção :) 

 

Por António Costa